domingo, 2 de março de 2008

A noite passada


Ao entrar no quarto, a vi deitada sobre a cama. Estava de barriga para cima, o rosto voltado para o lado direito, com a franja que lhe caía sobre os olhos. Um braço paralelo ao tronco, o outro erguido com a mão quase lhe tocando a boca. Era pequena, mas já muito bem formada. De onde estava podia ver os seios fartos volumando a blusa decotada que vestia. A calça jeans era justa, mostrava o contorno de suas coxas, não muito grandes, não muito pequenas, do jeito que eu gostava. Fiquei admirando-a durante alguns minutos. Não sabia o motivo pelo qual ela estava ali, a primeira em muito tempo, o motivo não importava, ela estar ali já me bastava. Aproximei-me e sentei na beirada da cama, mirando-lhe com um caçador à presa. Pude ver com mais clareza as perfeições de seu rosto: a boca carnuda, vermelha, contrastando com sua pele branca; o nariz pequenininho, com sardas salpicando-lhe todo; os olhos, esses estavam fechados pra mim, fechados para o mundo, ah, e como queria ver seus olhos. Eles me instigavam. Podiam ser azuis, verdes, castanhos, amarelos, vermelhos...De que cor seriam? Eu dava um dedo para saber.
Comecei a acariciar seu braço. Com as costas das mãos, suavemente ia do seu cotovelo ao pulso, próximo à boca, ia e voltava, calmamente. Ela não se mexia, não sabia que eu estava ali. E eu estava, e ela estava, e isso me bastava. Passei do braço ao volume do seio sob a blusa, do decote ao início do tecido com as costas da mão e ao contornar seu seio, virava das costas para a palma da mão, sentindo todo seu relevo. Meu coração começou a bombear o sangue mais rápido, levando-o a todos os vasos, todas as veias, todos os músculos...Senti que estava pronto. Debrucei-me sobre ela, quase encostando meus lábios nos seus, senti seus seios esmagando-se no meu peito. Beijei-a. Com as duas mãos ergui seus braços e tirei-lhe a blusa, pela primeira vez vi seus peitos nus. Lindos! Beijei-os enquanto os agarrava e apertava. Cabiam na minha mão. Olhei mais uma vez para seu rosto imóvel, nem sua respiração podia ouvir ou sentir, e passei a desabotoar sua calça. Tirei-a com gana e pressa e deitei com as mãos e os braços tomando suas coxas, ofegante, o rosto encostado em sua genitália, ainda coberta por aquele pedaço de pano. Praticamente arranquei sua calcinha e levantei-me. Observei-a nua sobre a cama, imóvel, ainda não havia me dado o prazer de ver seus olhos. Dava um dedo para vê-los.
Passei a despir-me, ainda estava com o músculo bem irrigado, pronto para trabalhar. Deitei sobre seu corpo, abri-lhe as pernas e comecei a introduzir meu músculo em sua genitália. Estava seca, apertada, mas consegui chegar ao fundo, completamente dentro do seu corpo e urrei de prazer. Fiquei movimentando-me em idas e vindas, entre os seus rins, entrando e saindo. Os movimentos foram ficando mais rápidos, seus seios balançavam seguindo a inércia, isso me excitava, me deixava louco. Aumentei o ritmo, os seios acompanharam, aumentei mais, os seios acompanharam. Já utilizava todas as minhas forças, suava como um animal, escorregava sobre seu corpo, entre idas e vindas violentas, entrava e saía de dentro dela, não conseguia ver seus olhos. Ah, dava um dedo para vê-los. Era um sorriso que via formar-se em seus lábios? Ela sorria, gargalhava, mas não abria os olhos. Os olhos! Os olhos!, eu balbuciava com os dentes apertados com força extrema. Tinha vontade de socá-la. Eu não queria nenhum sorriso, eu queria os olhos, somente os olhos, ela devia me ver, devia abrir os olhos, dava um dedo...Explodi. Gozei como nunca havia gozado antes. Gozei dentro daquele corpo recém descoberto, recém conhecido. Depositei todo o meu amor guardado em uma vida inteira naquele corpo inerte, sem sentimento.
Saí de cima dela e vi o sangue que manchava os lençóis. Tirei-lhe a virgindade. Fui o seu primeiro homem, e ela nem me tinha visto. Vadia! A culpa era dela que não tinha aberto os olhos para mim. Vadia! Puta! Mil vezes puta! Mas era tão linda. Seus seios seguindo o meu ritmo, a boca vermelha, as coxas perfeitas, seus olhos...A mulher mais linda que já comi.
Acordei no dia seguinte ainda nu, olhei para o lado e não a vi. No lençol uma mistura de líquidos agora secos, manchando o pano branco. Suas roupas não estavam mais lá. Nem uma imagem sua havia no quarto, nem um fio de cabelo, nem seu cheiro, ou a forma de seu corpo marcada no lençol. Nada. Estava completamente sozinho, como o de costume. Encostei minha cabeça no travesseiro e fiquei lembrando da noite que havia passado. Como era linda! Seus seios, a boca vermelha, as coxas, os olhos perfeitos...Ah, aquela vadia. A mulher mais linda que já comi e ela não abriu os olhos para mim. Dava um dedo para vê-los.

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