domingo, 30 de março de 2008

O Tiro


Ele se imaginava indo até a calçada de sua casa, deitando com os braços semi-abertos, fitando o céu azul. Nesse momento, fecharia os olhos e sorriria. E esperaria, a qualquer momento, um tiro direto no coração. Morreria sorrindo, feliz. Era isso o que imaginava.

Naquela tarde, ele foi até a calçada da sua casa, deitou com os braços semi-abertos, fitou o céu azul, fechou os olhos e sorriu. Ficou lá por um bom tempo. O tiro não veio. Ele abriu os olhos, desfez o sorriso, se levantou e foi embora.

2 comentários:

Stéfanie C. disse...

Já fiz isso. Seria normal?

Nícolas Poloni disse...

Tão normal quanto tomar sorvete no inverno....eu tomo.