sábado, 20 de setembro de 2008

Pedra, Papel e Tesoura


Acordou no exato momento em que a tesoura rasgava-lhe a carne do peito. Não gritou, nem sequer conseguiu proferir palavra que fosse à mulher parada à sua frente. As lágrimas dela escorriam pela face e caíam quentes sobre o lençol. Perguntaria o porquê, se conseguisse arrancar a tesoura primeiro. Ao lado do objeto metálico, a mulher repousa um bilhete:



Te espero no bar de sempre, às 19h.


Beijos, ...



...Notava-se que o nome tinha sido rasgado. Não havia tempo nem forças para explicar. O anel de diamante quicou e rolou pelo chão enquanto ela tomava o caminho da saída. A porta foi sendo fechada lentamente e, com ela, toda a luz foi se esvaindo, até escurecer completamente.

Um comentário:

Nalla disse...

depressivaço esse, heim?!