segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sem título


Todos os dias, quando chegava em casa, depois do trabalho, encarava a sala vazia por alguns instantes e então se dirigia até o calendário fixado à parede. Empunhava a caneta estrategicamente posta sobre a escrivaninha e riscava o dia que havia passado. Dava dois passos para trás e ficava imóvel, olhando o calendário e se perguntando se os dias riscados, na verdade, representavam um dia a mais ou a menos.

Um comentário:

LíviaBorba disse...

escreve tão bem, meu bem! the best blog ever! não para de escrever, quero ler uns contos novos =D